Theme
"Meu Deus, Rudy… Inclinou-se, olhou pra seu rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento à sombra do arvoredo e na penumbra da coleção de ternos do anarquista. Liesel o beijou-o demoradamente, suavemente, e quando se afastou, tocou-lhe a boca com os dedo. Suas mãos estavam trêmulas, seu lábios eram carnudos. Os dentes dos dois se chocaram no mundo demolido da rua Himmel."
A menina que roubava livros.   (via estopins)
"Ela sabia que o dia seria longo, então pegou um bom livro, seus fones de ouvido e chaveou seu coração a cinco trancas. É sempre bom se previnir, pensa ela, é sempre bom fugir."
Olhos escuros   (via abismadora)
"É incrível como as nossas emoções dominam nosso corpo e mente, como é bem mais fácil expressar uma dor quando ela tá inflamada. Como é mais fácil na raiva, na dor, no choro soltar aquilo que nos mantém acorrentados, á alguma coisa que insisti a nos levar cada vez mais prum lado escuro da nossa alma. Nossas dores sentem bem mais o poder de uma lagrima."
França, 1997, (via cogitava)
"Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que mais tarde ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bom, não importa. Tenho vontade de escrever, e tenho uma necessidade ainda maior de tirar todo tipo de coisas de dentro de meu peito. “O papel tem mais paciência do que as pessoas”. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida e estava em casa, sentada, com o queixo apoiado nas mãos, chateada e inquieta, pensando se deveria ficar ou sair. No fim, fiquei onde estava, matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar ninguém mais ler este caderno de capa dura que costumamos chamar de diário, a menos que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menor diferença. Agora voltei ao ponto que me levou a escrever um diário: não tenho um amigo."
O Diário de Anne Frank.   (via refetuada)